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O pai da franquia Gundam comenta que o Japão não e mais líder em animação.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021 às 11:05

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Sobre o Autor: EXIA

Fã desde 2011 Conheçeu Gundam atraves de revistas especializadas em animes, sendo o primeiro Gundam que assistiria seria Gundam SEED.



Mesmo após a chocante noticia de que ele não teria mais muito tempo na indústria dos animes, o bom e velho Tomino ataca novamente. Desta vez o assunto do momento foi que, a falta de inovação e a grande competitividade no ramo de animações vindas da China estão fazendo com que o Japão não seja mais o líder em animações que antes eram.

Assim foi dito por ele durante a exibição do “Mundo de Yoshiyuki Tomino”, que está sendo sediada em Sapporo, Hokkaido, aonde permanecera em exibição até meados de Janeiro de 2022. Durante a conversa com o site Real Economy, Tomino elogia grandes nomes da animação que são da região, da qual já teve a oportunidade de trabalhar, como Yoshikazu Yasuhiko (Mobile Suit Gundam, Mobile Suit Gundam: The Origin), Tomori Kogawa (Space Runaway Ideon), e Akira Yasuda (Turn A Gundam). Mas além dos elogios, ele também destacou que hoje em dia existem muitos desafios no ambiente criativo do Japão de hoje.

"À medida que as técnicas digitais evoluem, sinto que a posição da indústria da animação se tornará precária, trazendo as animações de alta qualidade em videoclipes como um exemplo de tecnologia em progresso. Como uma pessoa da indústria de anime, me irrita que eles tenham chegado tão longe que podem até fazer animação. Mas isso também indica como, usando animação digital, até mesmo um único indivíduo pode criar algo satisfatório. A questão é, como a produção de anime do Japão, que lida com séries e trabalhos baseados em histórias, consideraria esses tipos de desenvolvimentos?”

Indo mais além, Tomino também destaca que, tanto o estúdio na qual está trabalhando hoje (Sunrise), como ele próprio, tem uma certa responsabilidade de buscar novos talentos e inseri-los no mercado de forma satisfatória. Ele também comparou o nível de desenvolvimento, da animação Chinesa, e o quanto eles se aperfeiçoaram nos últimos dez anos. “O que é assustador é que até intelectuais de universidades de renome como a Universidade de Pequim entraram no mundo do anime.”

Tomino faz alusão a algumas palestras que ele deu há 10 anos na universidade de Pequim, aonde muitos dos que foram, eram grandes fãs de seu trabalho.

Finalizando a entrevista para o site, ele comenta que enquanto o governo Chinês tem apoiado fortemente a sua indústria doméstica de animação, os políticos Japoneses também ficam para trás, agindo como se estivessem a 30 ou 40 anos no passado, e também adianta, que não vai se dar por vencido.

“Não pretendo jogar um osso para aqueles caras que foram assistir a minha palestra em Pequim. Não quero perder. Mesmo assim, quero que todos saibam que o Japão não é mais um líder em animação. Apesar disso, a mídia e o mundo dos negócios não estão cientes disso.”

E ai pessoal, vocês também acham que a indústria da animação está perdendo seu lugar ao sol? Deixem ai as suas opiniões nos comentários!

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