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Tecnologias mau aproveitadas nos animes Gundam
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021 às 1:01

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Sobre o Autor: EXIA

Fã desde 2011 Conheçeu Gundam atraves de revistas especializadas em animes, sendo o primeiro Gundam que assistiria seria Gundam SEED.



E aí pessoal, aqui é o Exia e hoje vamos dar uma olhada em algumas tecnologias que não foram bem aproveitadas dentro do contexto da série Gundam em que elas foram apresentadas, vamos conferir?

Não é de hoje que todo fã de Gundam se surpreende toda vez que uma nova tecnologia surge nos animes de Gundam, alguns mais recentes, pulando a franquia Build, nos trouxeram novos sistemas e armas bem interessantes como o Psycho frame de Unicorn, o Reuse psycho device de Gundam Thunderbolt e até mesmo o sistema Alaya-Vijnana de Iron Blooded Orphans nos mostraram que os criadores por trás da franquia Gundam ainda tem muitas ideias para mostrar com o passar dos anos. Mas como nem tudo são flores na vida, hoje vou trazer algumas das tecnologias que tinham um grande potencial, mas que não foram bem abordadas dentro do universo em questão.

D.O.M.E

O Sistema D.O.M.E foi apresentado para o público na série Gundam X, e a primeira vista se tratava apenas de uma IA (Inteligência artificial) que agia como um sistema de defesa da lua, mas que ao final da série nos é revelado que ele era muito mais que apenas uma máquina.

De acordo com ele próprio, ele se intitulava ser o primeiro Newtype catalogado pelo governo da terra, antes mesmo da 7ª guerra espacial. Como na época pouco se sabia sobre os Newtypes, os cientistas resolveram dissecá-lo para estudos mais aprofundados e, posteriormente, várias partes de seu corpo foram colocadas em um supercomputador que já estava em desenvolvimento no mesmo centro de pesquisas, inclusive seu próprio cérebro. Com o fim da guerra e abandonado na Lua, ele elevou as suas capacidades telepáticas de uma forma extremamente grande, chegando a se comunicar com outros Newtypes que estavam a distâncias incrivelmente grandes. Ele está nessa lista pelo fato de ele ter sido apresentado faltando poucos episódios para o final da série que, para quem não sabe, também foi vítima do corte de episódios, tendo que acabar o show com menos episódios do que combinado. O conceito de D.O.M.E é bem interessante e poderia ter sido apresentado mais cedo, para que assim ele tivesse um melhor desenvolvimento, o que no caso não aconteceu. Uma pena, mas fica a pergunta no ar, será mesmo que ele era um Newtype que já foi humano ou uma máquina que pensava ser um Newtype?

Nanomáquinas

Turn A é verdadeiramente um ponto fora da curva nas séries Gundam, trazendo designs nunca antes vistos e uma história de causar polêmica até os dias de hoje, ele realmente soube trazer uma gama de novidades, tanto na história como nos personagens e também nas tecnologias. As nanomáquinas nos são apresentadas quando a verdade sobre o Moonlight Butterfly é revelada, se tratando de milhões de nanomáquinas que são espalhadas na atmosfera para realizar propósitos que podem ser desde defender o próprio Gundam até a destruição do mundo inteiro. Funcionando ofensivamente, as nanomáquinas conseguem alterar o clima do local (ou planeta), gerando assim tempestades artificiais capazes de varrer qualquer coisa, além de desintegrar praticamente qualquer coisa que entre em contato. De forma defensiva, ele pode absorver certas energias que sejam direcionadas para o Gundam, além de também possuir nanomáquinas capazes de reparar o próprio MS.

Na minha opinião, ele não foi bem abordado pelo fato de que uma tecnologia tão poderosa como essa deveria ter sido implementada em outros Mechas da série, não só no Gundam e seu rival Turn X. Ao invés disso, resolveram reciclar algumas unidades de séries passadas e se focarem em MS que muitas das vezes não acrescentavam nada na história, uma vez que uma tecnologia de grande porte como essa deveria ter sido melhor difundida no mundo da série em questão.

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Gundam F91 e seu Biocomputador e modo MePee

Vamos falar agora do filme Gundam F91, e também do mecha que dá nome ao filme. As tecnologias em questão que, na minha opinião, não foram bem utilizadas são tanto o Biocomputador como também o modo MePee. O Biocomputador foi introduzido no filme de maneira bem rápida e sorrateira, apenas para dar o ar de que o Gundam F91 tinha algo de especial, mas que na minha opinião deveria ter sido trabalhado melhor, uma vez que esse sistema é muito interessante. O Biocomputador se trata de uma nova interface que se assemelha a um cérebro humano, tendo o seu diferencial no fato de que ao invés do sistema apenas captar as informações relevantes no momento e transmiti-las para a tela do piloto, ela possa transmitir para o próprio piloto, em forma de informações sensoriais, quase como um sexto sentido. O próximo é o modo Metal Peel-off Effect, ou MePee para os amigos, que sem trazer o conceito total aqui (até porque é meio complexo), traz a ideia de que, quando o Gundam F91 está em seu modo de ativação completa, ele permite que o Gundam crie imagens com massa própria, devido à velocidade da unidade e também de seus sistemas, podendo confundir os inimigos próximos e também radares hostis.

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Assim como o Biocomputador foi apresentado de uma forma quase nula no filme, assim foi o modo MePee, que você só consegue ver em ação nos minutos finais da trama, sem espaço para explicações ou coisas do gênero, e que a meu ver poderiam ter sido melhores aproveitadas no filme.

EXA-DB

Vindo diretamente de Gundam AGE, o EXA-DB é um conjunto de dados que teoricamente foi perdido depois da antiga guerra das nações colônia, que acontece antes do início do anime, e que após o seu fim e a assinatura do tratado do Cálice de Prata as tecnologias usadas na guerra foram destruídas e esquecidas. Mas como toda boa federação terrestre em Gundam, sabemos que eles não são exatamente mestres em honrar alguma coisa. Basicamente, eles recuperaram boa parte desses dados e esconderam em um setor perdido no espaço, sendo apelidado de EXA-DB. Basicamente, o banco de dados do EXA-DB representa uma tecnologia extremamente avançada que a humanidade esqueceu, e pelo visto os roteiristas do anime também. A meu ver, o EXA-DB deveria sim ter sido comentado antes e também ter sido apresentado mais cedo no anime. Ao invés disso, mostraram a história sobre o EXA-DB na reta final do anime, e que ao vermos o nível da tecnologia proibida no xvm-fzc Gundam Legilis, não vemos uma melhora significativa, resultando em um MS um pouquinho mais forte que o normal na série.

Sistema Quantum

Aqui temos mais um sistema que na minha opinião não foi bem aproveitado no filme, o sistema Quantum implementado no GNT-0000 00 Qan[T]. A tecnologia em questão é uma extensão melhorada do sistema Trans-Am Burst System, na qual o Gundam 00 era equipado. Seus efeitos, a princípio, seriam de apenas fazer o que o Burst System já fazia, porém melhor, ampliar as ondas cerebrais de Setsuna, que era um verdadeiro Innovator, assim alcançando a mente de todos em combate. Com isso em mente, o Quantum System foi desenvolvido, mas as mentes a serem conectadas se tornaram outras, uma vez que no filme Awakening of the Trailblazer eles enfrentam uma raça extraterrestre vindo de muito longe, que aparentemente está mirando nos Innovators e também naqueles que possivelmente podem evoluir a ponto de também se tornarem um. Tudo aparentemente estava certo, uma máquina capaz de se comunicar tanto com humanos como também com seres de outros mundos é uma ideia muito boa, mas que ao final do filme vemos um plus desta tecnologia, que aparentemente conseguiu fazer um salto(Jump, dobra, fold ou como vocês conhecem XD) para um ponto desconhecido do espaço.

O problema dele foi que, assim como o Gundam F91, só conseguimos ver poucos minutos desta tecnologia sendo usada, pois o salto que Setsuna faz com o 00 Qan[T] é a última coisa que ele faz no filme, e que poderia ter sido aproveitada nas temporadas passadas ou ate mesmo um pouco mais no próprio filme.

Gundam Stargazer

E para finalizarmos, temos o que na minha opinião era o Gundam mais promissor já criado, e que infelizmente se perdeu, talvez o Gundam mais fora da caixa já feito, o GSX-401FW Stargazer Gundam.

Sua ideia, por que não criar um Gundam para exploração espacial? Capaz de realizar longas viagens sem a necessidade de se ter um piloto? Esse é o Gundam Stargazer. Ele é composto de dois sistemas que são essenciais para tal função: a primeira é para realizar longas viagens espaciais e que um ser humano não aguentaria, devido as limitações, pensando nisso foi desenvolvida uma IA extremamente potente, que visa aprender todos os modos de pilotagem de uma pessoa, para que assim posteriormente ele consiga pilotar a máquina independente de ter um piloto ou não. Sua outra tecnologia seria a Voiture Lumiere, projetada para impulsionar o Gundam sem a necessidade de utilizar energia interna. Ela consiste em basicamente criar uma espécie de vela de barco ou uma cortina de luz, que capta os ventos solares e o impulsiona para a frente, podendo também gerar força através de outras fontes de energia externas, como um raio disparado contra ele. Tudo isso para se focar na exploração espacial, coisa que é raramente vista na franquia Gundam.

Mas que pelo visto não foi pra frente, pois o anime de Gundam Stargazer teve somente 3 episódios, e depois disso nunca mais foi falado dele novamente, uma pena, pois isso poderia ter gerado histórias muito boas na franquia da Cosmic Era.

E ai pessoal, o que acharam destas tecnologias? Comentem ai qual vocês acharam que deveria ser mais aproveitada na franquia Gundam atual? Valeu e ate a próxima!

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