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Sobre o Autor: EXIA

Fã desde 2011 Conheçeu Gundam atraves de revistas especializadas em animes, sendo o primeiro Gundam que assistiria seria Gundam SEED.



E ai pessoal! Tudo bem com vocês? Aqui é o Exia, e hoje vou trazer pra vocês mais uma tradução de conteúdo superinteressante sobre a produção das séries Gundam, e o escolhido da vez é o não tão famoso, Gundam F91.

Sendo lembrado apenas por não ter agradado os fãs, ele chama atenção por ter muitas lendas sobre a sua produção, e desta vez os nossos amigos da Zeonic Scanlators trouxeram uma tradução de uma matéria bem esclarecedora sobre o tema, que foi publicada na B-Club Special Mobile Suit Gundam F91 The Official Edition Book. Vamos dar uma olhada?

Produção secundária do Gundam F91

Nota: O texto a seguir é um trecho traduzido de uma entrevista publicada na B-Club Special Mobile Suit Gundam F91 The Official Edition Book que foi lançada em maio de 1991. Traduções de outros pontos subsequentes da entrevista traremos no futuro. Esta parte é para desfazer alguns dos vários rumores sobre F91 ter seguido uma revisão errônea do filme (com alegações falsas) no site AnimeNewsNetwork.

Kouichi Inoue, escritório de planejamento para produção do F91, Sunrise

A história paralela da Produção de Gundam F91

FEVEREIRO DE 1989: Surge um “Gundam” inteiramente novo!

Começamos o desenvolvimento, imaginando que tipo de Gundam viria após a grande reviravolta em 1989 (primeiro ano da era Heisei).

Quanto à F91, o esboço bruto na sala de planejamento já havia sido nomeado "Heisei Gundam". E, apesar de ser um dos principais Gundams, seu pré-planejamento (além de discutir as estruturas básicas com o diretor) e esquematização do modelo, de acordo com o estágio de planejamento dos mechas (apenas os MS), somente começaram no primeiro ano da era Heisei, isto é, em fevereiro de 1989.

Para um trabalho de animação, a proposta do projeto começa oficialmente a se materializar somente depois de se decidir se será um filme ou uma série de TV, e quando será exibida. Desta vez, o processo que levou à proposta do projeto levou muito mais tempo do que o habitual, e é por isso que demorou quase um ano após a exibição de “Char’s Counter Attack” para começarmos a projetar os personagens, em abril de 1989.

Inicialmente, o projeto nos intrigou sobre o que íamos lançar em contrapartida aos finn funnels de “Char’s Counter Attack”. Incluindo o processo de encontrar alguém para ser nosso designer de mecha, tivemos que passar por várias tentativas e erros.

Finalmente, em abril, decidimos organizar o novo trabalho em uma era diferente. Como tal, tivemos que criar um mundo com Mobile Suits totalmente novos. Naquela época, pensamos por unanimidade no Sr. Okawara, para o design mecânico, e no Sr. Yasuhiko, para o design de personagens.

Depois, conseguimos reunir todos em uma única reunião, que também incluía o diretor, onde discutimos planos e ideias específicas. E, no entanto, embora fosse maio, ainda não tínhamos ideia se o trabalho seria um filme ou uma série de TV. Mesmo assim, o planejamento do projeto já havia começado a se materializar. Naquela época, esperávamos exibir o trabalho em abril de 1990, que seriam 12 meses depois daquele ponto.

(esquerda) Primeiro design do “Heiwa Gundam”. (à direita) O título inicial do storyboard foi chamado de “Gundam F91 Babylon Gundam”

Originalmente na criação de filmes, é uma tarefa extremamente difícil continuar apresentando novas visões de mundo, inimigos, personagens, e etc. É um processo interminável de receber memorandos do diretor, e devolver novos memorandos a ele.

Por volta de agosto, quando ainda estávamos trabalhando nesse processo, o presidente Yamaura, que também era o grande produtor, veio e nos disse que gostaria que o trabalho “durasse uma década, uma vez que uma havia terminado”. “Fácil para ele dizer (risos)!” Mas enquanto realizávamos reuniões, o diretor disse que tinha uma ideia que duraria 10 anos. Essa ideia exata era aristocracia, resultando em uma visão de mundo da Crossbone Vanguard e Cosmo Babylonia. Foi quando as coisas relacionadas a história começaram a se encaixar. Eu acho que também inventamos o nome do protagonista, Seabook, assim como Berah, exatamente nessa época.

Normalmente, estaríamos trabalhando no planejamento deste projeto até que a proposta fosse feita. Mas para este Gundam, o estágio de planejamento também foi o processo em que pensamos na história, o que levou um tempo considerável. Isso ocorreu principalmente porque o processo de trabalho envolveu diferentes designs e detalhes, e também tivemos que considerar se a história do diretor Tomino estava de acordo com o projeto.

Concordamos então que teríamos que terminar os ajustes em até, pelo menos, setembro, se esperávamos estreá-lo em abril do próximo ano. E então corremos para fazer nosso trabalho relacionado aos mechas.

Para os mechas, tivemos que escolher o Sr. Okawara ao invés de vários outros designers. Como o trabalho seria o primeiro capítulo de sua época, precisávamos de alguém para produzir projetos fundamentais.

Mas, como o Sr. Okawara havia acabado de trabalhar em um projeto diferente que envolvia uma combinação diferente de mechas, seus projetos eram um pouco mais espessos e volumosos que o que procurávamos. Foi aí que tivemos que recomissioná-lo para trabalhar em novos projetos, sob a suposição de que os Gundams tinham evoluído ao longo do tempo, e agora assumem proporções corporais mais semelhantes às dos seres humanos.

Nossas ordens incluíam uma construção muscular robusta, às vezes como as do corpo de Arnold Schwarzenegger, outras vezes como Sylvester Stallone, e ainda até como as de Jackie Chan. Um dia, Okawara nos ofereceu um novo design, dizendo: "que tal projetar Gundams com as linhas escorregadias encontradas nos carros modernos?". Esse design era incrivelmente elegante, e todos nós adoramos.

Projetos inspirados nas linhas de carros. Ao longo do tempo, também imaginou-se que teria um core fighter.

Naquela época, ainda não tínhamos o nome F91. Nos estágios iniciais, o chamamos de “New Gundam”.

Havia também vários problemas no design de personagens, embora o principal problema fosse o fato de simplesmente haver muitos deles. Precisávamos de alguém que fosse capaz de criar muitos personagens, que também fossem encantadores por si só, então decidimos escolher o Sr. Yasuhiko.

A primeira vez que nos encontramos com o Sr. Yasuhiko foi por volta de outubro de 1989. Ele nos disse que se juntaria ao nosso projeto se conversássemos com ele sobre o enredo. Misteriosamente, conseguimos reunir os 3 funcionários anteriores do projeto.

Algum tempo se passou e, embora ainda não pudéssemos decidir se o projeto seria um filme ou uma série de TV, o grande produtor nos disse para preparar tudo para o caso de o programa se tornar no segundo caso. E ainda assim não estava sendo decidido.

Esta é a fase em que começamos a escrever a proposta de projeto para uma série de TV, Gundam F91. O mesmo acontece com todos os personagens.

Quando entramos em outubro, tínhamos certeza de que o programa não chegaria à TV até o próximo mês de abril. Então decidimos fazê-lo como um filme. Trabalhamos duro dia e noite na proposta de projeto e, embora não tivéssemos um cenário completo naquele momento, nosso diretor tinha nos entregado um enredo. Era uma história de Cecily (ainda Berah Rona naquela época) e Seabook.

Voltando no tempo, o diretor nos contou essa história em um documento com 20 páginas , ainda em julho. Para criar um cenário completo a partir dela, o escritor de cenários, Itou Tsunehisa, se juntou a nós em agosto. Pedimos a ele que fizesse a composição da série, caso fosse uma série de TV, e ou escrevesse os cenários gerais caso fosse um filme.

Pensando sobre isso agora, percebo que o cenário que foi escrito nessa fase se tornou o primeiro enredo do filme.

O primeiro enredo e a composição do cenário para uma série de 13 episódios saíram em outubro. No entanto, estávamos com problemas uma vez que foi decidido que seria um filme. Foi precisamente por que, naquele momento, tínhamos Berah ainda hostil ao Seabook até o fim. Mas como o filme tinha que ter um final feliz, tínhamos que torná-la amigável, trazê-la para o lado dele. O diretor Tomino nos disse que faria algo a respeito, então adicionou um monte de notas e adulterou o final da trama de 13 episódios.

Com base nisso, realizamos reuniões na sala de conferências da Sunrise com Yasuhiko e Okawara, onde fixamos alguns detalhes e elaboramos nossos personagens. No final, pedimos ao Sr. Itou que repassasse tudo. Com uma programação incrivelmente extenuante, terminamos o primeiro rascunho de nosso cenário até o final de novembro.

E ainda não conseguimos terminar até dezembro. “Nós apenas tivemos que terminar dentro deste mês. Afinal, dezembro é um mês movimentado (risos).” Então nossa equipe começou dizendo que poderíamos terminar pelo menos metade. Sem poder fazer muito mais, começamos a trabalhar nos personagens com tudo que já tínhamos. O diretor também nos deu sua opinião honesta. Ele nos deu uma lista de coisas que ele queria que incorporássemos ao trabalho. O elenco total foi de 40, incluindo apenas os personagens importantes. Combinando os mechas, aliado e inimigo, também tínhamos cerca de 10 MS para trabalhar. Haviam também naves, mas só tínhamos seus nomes.

Os principais membros estavam todos trabalhando simultaneamente. Quando o cenário de Itou chegou, o diretor começou a trabalhar no esboço de imagem. Enquanto isso, Okawara trabalhava no esboço de croquis de outros MS e naves.

Quanto ao Sr. Yasuhiko, ele costumava nos dizer que começaria a trabalhar nos personagens assim que terminasse seu mangá (risos). Mas ele sempre entregava a tempo.

O diretor Tomino também tinha sua própria série mensal. Okawara também estava trabalhando no Brave Exkaiser quase que simultâneo. Então, tentávamos passar mais trabalho para ele, antes do outro, até fazendo acordos com o outro estúdio para ganhar mais tempo (risos). No final, de alguma forma conseguimos terminar o primeiro rascunho do cenário, e conversávamos brincando sobre revisá-lo, e chegar em dezembro como presente de Natal (risos). Ficamos felizes quando ouvimos o diretor Tomino nos confidenciar que o daria para nós como presente de ano novo.

E foi exatamente assim que conseguimos. Em geral, terminamos com o MS e os personagens, então começamos a trabalhar na proposta de projeto para o filme. Fizemos turnos, levando-o a empresas como Bandai Co Ltd. e Shouchiku Co Ltd. Normalmente, eu acho que uma proposta dessas levaria cerca de meio ano, mas esse não foi o nosso caso.

Nós continuamente pedimos que nossos escritores terminassem o segundo rascunho do cenário até janeiro, mas já estávamos em fevereiro. A certa altura, o diretor viu o cabeçalho e nos disse que poderia fazer um storyboard com ele.

No final, o storyboard estava de alguma forma terminado, mas nosso prazo estava se aproximando rapidamente. Como o diretor começou a trabalhar no esboço de imagem, levamos o que estava pronto ao escritor de cenários para importuná-lo (risos).

O esboço de imagem também foi levado ao Sr. Okawara. Ele dizia: “huh, parece bem realista dessa vez”. Com essas coisas em mente, o trabalho de todos continuou.

E ai pessoal? O que acharam do background de F91? Bem conturbado não? Lembrando que essa e uma versão traduzida e adaptada do post original do site Zeonic Scalators, cujo o link está logo abaixo, com revisão do grande Ronanfalcon!

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